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Por que você se sabota justamente quando está perto de dar certo?

  • Foto do escritor: Orygon Psicologia
    Orygon Psicologia
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 3 horas

Você já percebeu que algumas pessoas parecem fazer tudo certo até chegar muito perto de alcançar aquilo que desejam? Elas estudam, se dedicam, se preparam e acumulam conhecimento. Mas quando surge uma oportunidade importante, algo acontece. Elas adiam uma decisão, deixam um projeto parado, procrastinam ou simplesmente encontram motivos para não seguir em frente. Se você já passou por isso, talvez tenha se perguntado:


“Por que eu me saboto justamente quando estou perto de dar certo?” E a resposta pode ser mais profunda do que parece.


Vista em ângulo médio de uma mulher sentada em uma cadeira, olhando pensativa para a janela
Mulher refletindo sobre suas inseguranças e autossabotagem

Quando falamos sobre autossabotagem, muitas pessoas imaginam que ela acontece por falta de força de vontade ou porque alguém não quer mudar de verdade. Mas, na prática, a autossabotagem costuma surgir justamente quando existe algo muito importante em jogo. Isso porque crescer, mudar ou conquistar algo desejado também pode gerar medo. Afinal, alcançar um objetivo significa entrar em um território novo, desconhecido e, para muitas pessoas, emocionalmente desafiador.


Pense em alguém que cresceu ouvindo críticas frequentes ou recebendo pouco incentivo para acreditar em si mesmo. Com o tempo, essa pessoa pode ter aprendido que se destacar traz desconforto, que errar é perigoso ou que chamar atenção não é seguro. Mesmo que na vida adulta ela deseje crescer profissionalmente, construir relacionamentos saudáveis ou realizar sonhos antigos, uma parte dela pode continuar tentando protegê-la de experiências que um dia foram dolorosas. É nesse momento que a autossabotagem aparece. Não como um defeito, mas como uma estratégia que fez sentido em algum momento da história.


Por isso, quando falamos sobre por que você se sabota justamente quando está perto de dar certo, talvez a pergunta mais importante não seja “o que há de errado comigo?”, mas sim “o que aconteceu comigo para que eu aprenda a reagir dessa forma?”. Essa mudança de perspectiva pode transformar completamente a maneira como você enxerga suas dificuldades.


Winnicott acreditava que o desenvolvimento emocional depende muito da qualidade do ambiente em que crescemos. Quando somos acolhidos em nossas tentativas, erros e descobertas, desenvolvemos mais confiança para explorar o mundo e assumir desafios. Mas quando crescemos em ambientes marcados por críticas excessivas, cobranças constantes ou falta de validação emocional, é comum carregarmos inseguranças para a vida adulta sem perceber.


Talvez seja por isso que algumas pessoas travem justamente quando estão próximas de conquistar aquilo que mais desejam. Não porque não são capazes, mas porque uma parte delas ainda associa crescimento, exposição ou sucesso a algum tipo de ameaça emocional.


Antes de encerrar, vale uma reflexão. Da próxima vez que você perceber que está adiando uma decisão importante, abandonando um projeto ou criando obstáculos para si mesmo, experimente se perguntar: “Estou evitando o fracasso ou estou evitando a mudança?” Em muitos casos, a resposta não estará na sua capacidade, mas na sua história.


Tudo começa na origem. Que tal olhar para a sua?


Durante esta semana, observe quais situações despertam a vontade de desistir, adiar ou recuar. E tente refletir: esse medo pertence ao presente ou ele foi aprendido em algum momento da minha trajetória? Às vezes, compreender a origem de um comportamento é o primeiro passo para transformá-lo.


Se você sente que está na hora de compreender melhor sua história e lidar de forma mais saudável com a autossabotagem, a Orygon pode caminhar com você nesse processo.





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Um lugar para começar, recomeçar 
e se fortalecer.

Um lugar para começar, recomeçar e se fortalecer.
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